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domingo, 17 de novembro de 2013

Namore Uma Garota Que Lê



Namore uma garota que gasta seu dinheiro em livros, em vez de roupas. Ela também tem problemas com o espaço do armário, mas é só porque tem livros demais. Namore uma garota que tem uma lista de livros que quer ler e que possui seu cartão de biblioteca desde os doze anos.

Encontre uma garota que lê. Você sabe que ela lê porque ela sempre vai ter um livro não lido na bolsa. Ela é aquela que olha amorosamente para as prateleiras da livraria, a única que surta (ainda que em silêncio) quando encontra o livro que quer. Você está vendo uma garota estranha cheirar as páginas de um livro antigo em um sebo? Essa é a leitora. Nunca resiste a cheirar as páginas, especialmente quando ficaram amarelas.

Ela é a garota que lê enquanto espera em um Café na rua. Se você espiar sua xícara, verá que a espuma do leite ainda flutua por sobre a bebida, porque ela está absorta. Perdida em um mundo criador pelo autor. Sente-se. Se quiser ela pode vê-lo de relance, porque a maior parte das garotas que leem não gostam de ser interrompidas. Pergunte se ela está gostando do livro.

Compre para ela outra xícara de café.
Diga o que realmente pensa sobre o Murakami. Descubra se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entenda que, se ela diz que compreendeu o Ulisses de James Joyce, é só para parecer inteligente. Pergunte se ela gosta ou gostaria de ser a Alice.
É fácil namorar uma garota que lê. Ofereça livros no aniversário dela, no Natal e em comemorações de namoro. Ofereça o dom das palavras na poesia, na música. Ofereça Neruda, Sexton Pound, cummings. Deixe que ela saiba que você entende que as palavras são amor. Entenda que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade mas, juro por Deus, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco como seu livro favorito. E se ela conseguir não será por sua causa.

É que ela tem que arriscar, de alguma forma.
Minta. Se ela compreender sintaxe, vai perceber a sua necessidade de mentir. Por trás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. E isto nunca será o fim do mundo.

Trate de desiludi-la. Porque uma garota que lê sabe que o fracasso leva sempre ao clímax. Essas garotas sabem que todas as coisas chegam ao fim. E que sempre se pode escrever uma continuação. E que você pode começar outra vez e de novo, e continuar a ser o herói. E que na vida é preciso haver um vilão ou dois.

Por que ter medo de tudo o que você não é? As garotas que leem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Exceto as da série Crepúsculo.

Se você encontrar uma garota que leia, é melhor mantê-la por perto. Quando encontrá-la acordada às duas da manhã, chorando e apertando um livro contra o peito, prepare uma xícara de chá e abrace-a. Você pode perdê-la por um par de horas, mas ela sempre vai voltar para você. E falará como se as personagens do livro fossem reais – até porque, durante algum tempo, são mesmo.
Você tem de se declarar a ela em um balão de ar quente. Ou durante um show de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Ou pelo Skype.

Você vai sorrir tanto que acabará por se perguntar por que é que o seu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Vocês escreverão a história das suas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos mais estranhos ainda. Ela vai apresentar os seus filhos ao Gato do Chapéu [Cat in the Hat] e a Aslan, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos de suas velhices, e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto você sacode a neve das botas.

Namore uma garota que lê porque você merece. Merece uma garota que pode te dar a vida mais colorida que você puder imaginar. Se você só puder oferecer-lhe monotonia, horas requentadas e propostas meia-boca, então estará melhor sozinho. Mas se quiser o mundo, e outros mundos além, namore uma garota que lê.

Ou, melhor ainda, namore uma garota que escreve.

Texto original: Date a girl who reads – Rosemary Urquico
Tradução e adaptação – Gabriela Ventura

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Clássicos da Literatura Brasileira Em Jogos Online

Sabe aqueles livros de literatura que os professores adoram pedir para que os alunos leiam?
Sempre li os resumos na internet... Talvez, hoje eu não faria uma coisa dessas. 
Mas já pensou se as histórias desses livros virassem jogos onlines ou HQs?
Imagina só, você lê a obra (ou não) e depois descobre que existe um jogo e até a história em quadrinhos.

Isso é real! No facebook além de muitas asneiras, existem coisas interessantes também (como a página Leituras Cativantes). Certo dia eu estava atoa, vendo o feed de notícias e então me deparei com uma novidade dessas, JOGOS ONLINE DE CLÁSSICOS DA LITERATURA BRASILEIRA publicada pelo Canal do Ensino. Tá certo! Vamos valorizar nossa literatura para conhecermos mais sobre a nossa própria cultura e até para se dar bem no vestibular.

Acesse o tal site -> Livro e Game
Curta a página no facebook -> Livro e Game


E agora, que tal uma jogatina interessante?

Dom Casmurro - Machado de Assis
Memórias de um Sargento de Milícias - Manuel Antônio de Almeida
O Cortiço - Aluísio de Azevedo


  “Dom Casmurro”, de Machado de Assis; “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida e “O Cortiço”, de Aluísio de Azevedo ganham versão online. A plataforma foi lançada oficialmente em 13 de agosto, às 18h, durante um bate-papo com o roteirista do projeto, Toni Brandão, na Bienal do Livro de São Paulo. Os games podem ser acessados gratuitamente no site dos Jogos Clássicos da Literatura.

  No portal, também está disponível o livro original digitalizado, informações sobre o autor e curiosidades sobre a publicação. Os games foram distribuídos gratuitamente para computadores dos telecentros Acessa São Paulo, que atendem principalmente escolas e bibliotecas. A iniciativa foi criada com apoio da Fundação Telefônica Vivo.

  A ideia do projeto surgiu da percepção de que a cultura digital pode contribuir para promover o acesso de jovens à literatura brasileira, renovando o interesse desse público. Os roteiros dos jogos são construídos a partir das tramas e conflitos dos personagens centrais dos romances, mas os desfechos quem define é o jogador, que é convidado para mergulhar, reconstruir, colaborar e transformar as histórias.

  Em “O Cortiço”, por exemplo, o usuário joga sob o ponto de vista de João Romão, o dono do Cortiço, que deseja aumentar seu patrimônio. A história se desenrola quando o jogador tem que decidir como se fosse Romão, ao optar pela construção de novos cômodos, pelos custos de aluguel e salários ou pela venda dos produtos. Ao mesmo tempo em que a trama do jogo envolve de forma lúdica, o texto original aparece no decorrer das fases, como um convite a ler a obra na íntegra.

Fonte: Portal Aprendiz

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Casa da Leitura - Miguel de Cervantes

  No primeiro dia de viagem à Curitiba tive o prazer de conhecer a Casa da Leitura Miguel de Cervantes, na Praça da Espanha, onde algo inusitado e singular aconteceu. No local há uma diversidade de obras literárias, poltronas confortáveis para leitura e até mesmo um local reservado para crianças.


  Miguel de Cervantes de Saavedra nasceu em 1547, em Alcalá de Henares, na Espanha. Escritor, poeta e autor teatral, Cervantes estudou em Valladolid e Madri, tornou-se soldado na Itália e participou da vitoriosa batalha naval de Lepanto contra os turcos, da qual saiu gravemente ferido na mão esquerda. Em 1575, durante seu regresso de Nápoles a Castela, foi feito prisioneiro por corsários de Argel e passou cinco anos em cativeiro. De volta à Espanha, conseguiu um emprego de coletor de impostos e começou a escrever nas horas vagas. Publicou em 1585, "A Galatea", seu primeiro livro de ficção, e, no cárcere em que permaneceu devido à quebra do banco onde depositava a arrecadação, iniciou a concepção de uma das mais importantes obras da literatura: "O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de La Mancha" (1605). Seu falecimento foi registrado no dia 23 de Abril de 1616, data em que também morreu William Shakespeare. Em virtude dessa coincidência, em 1996 a Unesco instituiu 23 de abril como o dia Mundial do Livro e do Direito de Autor.

Casa da Leitura Miguel de Cervantes
Rua Dr. Carlos de Carvalho
1238, Batel (Praça da Espanha)
Paraná - Curitiba
(41) 3321-2821

Roda de Leitura

  Durante a semana que contemplei a cidade de Curitiba, além de conhecer um acervo de locais turísticos, pude participar de uma Roda de Leitura na Casa da Leitura. Dia 18 de julho, quinta-feira, fizemos a leitura de um dos contos de Gabriel García Márquez, Tramontana, com mediação de Juliana Rita, estudante de licenciatura em Letras - Português/Espanhol, na PUCPR.
  Tramontana, um nome um tanto curioso. Descobri ao termino da leitura que se tratava de um nome clássico para um vento do norte, que significa "além das montanhas", no caso da obra de Márquez, o fenômeno (ou mesmo um desastre) ocorre especificamente em Cadaqués, um vento demasiadamente forte que dura dias, obrigando os habitantes permanecerem em suas casas.

Da esquerda para direita, Thiago Corrêa, Juliana Rita, Eu e Erica Tavares.

Conheça o LiteLeituras, um blog que que visa compartilhar leituras espontâneas através de vídeos.

Programa Curitiba Lê


Coisas boas devem ser compartilhadas!

Andando por Curitiba, capital do estado do Paraná, descubro algo fascinante, um projeto de incentivo a leitura. Se a política das cidades incitassem algo do gênero, talvez os cidadãos não fossem tão ignorantes ao ponto de recusarem o conhecimento por opção. Mas não somente isso, existem tantos outros fatores que de alguma forma nos levam a inércia, porém, a literatura é um caminho para pensarmos.

Como seria morar em uma cidade em que há um programa de leitura recomendado pela UNESCO?

Veja mais: Programa Curitiba Lê é recomendado pela Unesco


  O programa Curitiba Lê é um conjunto de espaços e ações de literatura da Fundação Cultural de Curitiba, com a finalidade de aproximar as pessoas de práticas de leitura e de atividades de formação. Para isso, as Casas de Leitura e demais espaços do programa trabalham com acervo específico voltado a literatura e a outras linguagens artísticas, tanto para leitura local como para empréstimos.

  As casas contam com ambientes agradáveis para leitura e espaços destinados às crianças. Oferecem diversas atividades de incentivo à leitura, como as rodas e ciclos especiais de leitura, contações de histórias, conversas com escritores e visitas monitoradas. Além disso, são oferecidos encontros de formação de mediadores de leitura e oficinas de análise e criação literária. Para participar das atividades, que são gratuitas, basta consultar a programação das Casas de Leitura, que também atendem escolas e instituições com agendamento prévio.

Fonte: Panfleto informativo sobre o programa.


Mais informações -> Fundação Cultural de Curitiba

Sobre o Projeto -> Curitiba Lê