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sábado, 9 de março de 2013

Um Dia - David Nicholls

                            Um dia
                      David Nicholls
                  Editora Intrínseca

Vinte anos. Duas vidas.




  Confesso que não é a história que você ligará com um lindo conto de fadas, mas posso dizer que foi uma das melhores que já li. Se não a melhor. Pode parecer padrão dois jovens se conhecerem, a garota ser mais recatada e o cara mais extrovertido. Acreditem, David Nicholls conseguiu extrair do padrão o que nunca se imaginou. Para mim, foi como se o conto de fadas (padrão) tivesse se tornado realidade. Como se fosse uma analogia: a história perfeita sendo reproduzida no real.

  Pode parecer algo de estudante de humanas, mas todo o conteúdo colocado nas entrelinhas, as diversas interpretações que se podem fazer, as adaptações à vida de cada um que pode ocorrer. O significado dessa história vai muito além do que ela nos conta. Ela conta a história de cada um.

  Um Dia Emma e Dexter, dois jovens que se encontram depois da formatura da faculdade e a primeira conversa que eles têm é sobre o medo de o que pode vir na próxima etapa da vida. E acabam compartilhando esses momentos pós-faculdade, mesmo distantes. As cartas os aproximam. Sempre um apoiando as decisões do outro, o que fez nascer a necessidade de se ter por perto.

Se esse livro fosse uma fábula, o ditado que se encaixaria seria ‘os opostos se atraem’.

‘Em e Dex, Dex e Em’, duas pessoas com um destino. 

  Não há como fugir disso, não importa quantas voltas a Terra dê ao redor do Sol, o tempo passa, mas toda a nossa vida já está escrita.

  Uma dica para agregar mais valor ao livro, eu indico que assistam o filme 'Um Dia' também, mas só depois de ler o livro. A leitura é emocionante, o filme é simplesmente a emoção em dobro. Por entender tudo que acontece por imagens, tudo fica mais claro e mais emocionante. 

CLIQUE AQUI para ler um trecho do livro!


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Boa Sorte!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A Culpa é das Estrelas - John Green


Alguns infinitos são maiores que outros. 
"Você vai rir, chorar e ainda querer mais."


   Logo no primeiro capítulo, cultivei uma paixão platônica por Hazel, uma guria de sensibilidade própria, personalidade ímpar, leitora voraz e inteligente mas extremamente modesta, sem grandes esperanças, que através do autor John Green, narra sua historia de forma sincera, sombria e engraçada. Depois de seu diagnóstico de câncer nos pulmões, graças a algumas drogas, tem a expectativa de viver alguns poucos anos mais. Tem como única fiel companhia seu tubo de oxigênio portátil, até conhecer Augustus numa das sessões do grupo de apoio a pessoas com câncer, um cara charmoso em sua essência. Eles começam por trocar leituras comprovando que pessoas que leem os mesmos livros que você, tem roteiro para sua alma, por mais enigmático que seja, e começam a ter pontos em comum, curiosidades e ambições.

   A partir daí, inicia-se uma historia de contrapontos, de como as pessoas vêem a dor como um bicho de sete cabeças, de como elas tem medo da dor, e por causa disso se limitam a tudo e acabam complicando algo que poderia ser simples. É um livro um tanto triste sim, pela temática que, querendo ou não, gera um certo aperto no coração, mas uma história bonita, cheia de ironias, que não dá ao leitor a ilusão de um incrível milagre ao fim, ou de que o amor vai fazer tudo virar um mar de rosas, mas a sensação de que "agora é a hora!".

   Sinceramente, a partir da sinopse, imaginei: "bla bla bla câncer, bla bla bla melação", afinal, as pessoas adoram chorar com tragédias dramáticas que as fazem pensar em como a vida é boa por não precisar enfrentá-las. Enfim, deixei meu preconceito de lado e comecei a leitura, e, usando as palavras de Martha    Medeiros, descobri nele um livro pra se interromper em algum trecho especialmente tocante, encostá-lo contra o peito, fechado, pensar no que foi lido, abrir e continuar a viagem. É um tanto impossível explicar ou justificar o misto de emoções em montanha russa que se sente ao lê-lo.

   Me cativou provavelmente pela forma gentil e leve de escrita, ao mesmo tempo tão verdadeira e sarcástica que chega a ser cruel. Alerta sobre começarmos a ver o que há de melhor nas pessoas, em vez de nos preocupar mais com suas limitações criando um "falso ajudar".

"Meus pensamentos são como estrelas que não consigo arrumar em constelações"

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Percy Jackson e os Olimpianos - O Ladrão de Raios - Rick Riordan


PercyJackson e o Ladrão de Raios
                                    Rick Riordan, 2010

  Hoje vou lhes indicar um livro excepcional, “Percy Jackson e o Ladrão de raios”, um livro que narra em primeira pessoa a história de um garoto que estudava na Academia Yancy onde conheceu seu melhor amigo, Grover. Certo dia em uma excursão da academia, Percy descobre que é um meio-sangue (filho de um deus com um humano), e a partir dai começa sua aventura.  Ao decorrer da historia acontecem vários fatos, se não todos, que te envolvem completamente e te deixam pensativo o dia todo, ansioso pelo próximo capítulo.

  Como este foi meu segundo livro (que li por vontade própria) achei que seria mais um livro comum e tedioso, mas quando chegou em uma parte em que Percy luta contra sua professora, Sra. Dodds, com uma espada de bronze que antes era uma caneta percebi que já estava em outro mundo, lutando juntamente com ele.

  Após Percy chegar ao Acampamento Meio Sangue lhe é concedido uma missão: encontrar o Ladrão do raio mestre de Zeus. O interessante deste livro é que as coisas acontecem no momento certo, não tem muito suspense e nem se desenvolve muito rápido, o que o torna encantador!

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