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terça-feira, 15 de abril de 2014

As Meninas - Lygia Fagundes Telles

'As Meninas' de Lygia Fagundes Telles


  Fiquei afastada um tempo do blog e voltei como prometi com uma resenha fresca de um livro recém lido. Eu pretendia inicialmente escrever sobre os livros que li desde a infância, pelo menos os mais marcantes,mas este foi um que acabei de ler. Este é um livro que costumo indicar para os alunos a partir dos 15 anos. É uma história que talvez agrade mais aos adolescentes e claro as meninas. Aquelas que estão sempre cheias de sonhos, filosofias e questões sobre a vida. Acredito que seja uma grande maioria. E seria muito bom aguçar a curiosidade daqueles(as) que ainda não tomaram gosto pela leitura. Tente, você só terá a ganhar!


  As meninas, uma história que se passa nos anos 70, no Brasil. Conta o cotidiano de três amigas. Lia, Lorena e Ana Clara, três personalidades diferentes . O que as une é o momento,  a idade e tudo começa na faculdade. Moram num pensionato de freiras. No país, o momento histórico é a ditadura. As meninas são amigas inseparáveis  apesar de terem vidas muito diferentes, uma cuida da outra como uma família.  
  A narrativa usa de vocabulário simples, mas inova na maneira de revezar a fala, ou melhor o pensamento de cada personagem principal. Em cada capítulo a autora se coloca como uma delas e vai durante o livro vagarosamente se caracterizando, contando a história de cada uma, como se cada uma delas estivesse escrevendo o seu diário. Muitas vezes nos perdemos tentando descobrir de quem é a fala, o pensamento, que se mistura e interage uma com a outra. As três meninas possuem um cotidiano muito intenso não só de experiências, mas de sentimentos.
  Todas tem em comum a faculdade trancada para irem em busca de outros sonhos, de uma vida pessoal muito mais importante que qualquer estudo.
  Lia é a engajada política que luta com seus amigos contra a ditadura. Vive em manifestações e revoluções e planeja viajar para fora do Brasil participando da luta com o grupo revolucionário. Ela vem de uma família onde o pai é fugitivo de guerra alemão e casado com uma baiana. Daí vem seu gene de luta.
  Lorena é a garota que mais sonha do que vive, sai pouco do seu quarto, vive no seu mundinho, sonhando  com seu amado , um homem casado , com filhos que ela espera que vá buscá-la um dia largando a família. Ela vem de uma família rica, onde sua mãe se une a um homem aparentemente mais novo que se aproveita do seu estado financeiro. Lorena tem tudo do bom e do melhor e cuida de suas amigas acolhendo-as em seu quarto com banhos quentes e chazinhos e um bom cafuné. Tem lembranças tristes do seu passado com a morte de um irmão e possui outro no exterior. Mas no final é ela quem cuida da parte prática dos problemas delas todas.
  Finalmente, Ana é a mais complicada e sofredora de todas, mesmo sendo a mais bonita. Faz trabalhos de free-lance como modelo e também não estuda por ser viciada em drogas e bebidas. Vive as voltas com um namorado e com um homem que a ajuda financeiramente e com quem ela planeja se casar por interesse e não abandonar o amado. Foi muito molestada na infância , quando morou com sua mãe e padrastos.
  Um livro não tão simples de ler, mas no decorrer se habitua com a técnica da escrita que faz ir e voltar os acontecimentos, nos faz buscar a história de cada uma e nos faz aproximar do mundo delas todos cheios de sonhos, lutas , emoções. O livro emociona e nos faz apaixonar por elas. Nos faz querer saber e almejar que os sonhos delas se tornem realidade.
  O final não pode deixar de ser carregado de sentimentos bons e ruins. Surpreende!!!
  A autora Lygia Fagundes Telles, uma escritora paulista, advogada e formada em educação física, sempre foi engajada com a questão política e social do país, sendo contra o regime militar. Soube ao mesmo tempo descrever a realidade envolta a um aura de fantasias, sonhos do ser humano de sua época.
  Então, boa leitura!

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Clássicos da Literatura Brasileira Em Jogos Online

Sabe aqueles livros de literatura que os professores adoram pedir para que os alunos leiam?
Sempre li os resumos na internet... Talvez, hoje eu não faria uma coisa dessas. 
Mas já pensou se as histórias desses livros virassem jogos onlines ou HQs?
Imagina só, você lê a obra (ou não) e depois descobre que existe um jogo e até a história em quadrinhos.

Isso é real! No facebook além de muitas asneiras, existem coisas interessantes também (como a página Leituras Cativantes). Certo dia eu estava atoa, vendo o feed de notícias e então me deparei com uma novidade dessas, JOGOS ONLINE DE CLÁSSICOS DA LITERATURA BRASILEIRA publicada pelo Canal do Ensino. Tá certo! Vamos valorizar nossa literatura para conhecermos mais sobre a nossa própria cultura e até para se dar bem no vestibular.

Acesse o tal site -> Livro e Game
Curta a página no facebook -> Livro e Game


E agora, que tal uma jogatina interessante?

Dom Casmurro - Machado de Assis
Memórias de um Sargento de Milícias - Manuel Antônio de Almeida
O Cortiço - Aluísio de Azevedo


  “Dom Casmurro”, de Machado de Assis; “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida e “O Cortiço”, de Aluísio de Azevedo ganham versão online. A plataforma foi lançada oficialmente em 13 de agosto, às 18h, durante um bate-papo com o roteirista do projeto, Toni Brandão, na Bienal do Livro de São Paulo. Os games podem ser acessados gratuitamente no site dos Jogos Clássicos da Literatura.

  No portal, também está disponível o livro original digitalizado, informações sobre o autor e curiosidades sobre a publicação. Os games foram distribuídos gratuitamente para computadores dos telecentros Acessa São Paulo, que atendem principalmente escolas e bibliotecas. A iniciativa foi criada com apoio da Fundação Telefônica Vivo.

  A ideia do projeto surgiu da percepção de que a cultura digital pode contribuir para promover o acesso de jovens à literatura brasileira, renovando o interesse desse público. Os roteiros dos jogos são construídos a partir das tramas e conflitos dos personagens centrais dos romances, mas os desfechos quem define é o jogador, que é convidado para mergulhar, reconstruir, colaborar e transformar as histórias.

  Em “O Cortiço”, por exemplo, o usuário joga sob o ponto de vista de João Romão, o dono do Cortiço, que deseja aumentar seu patrimônio. A história se desenrola quando o jogador tem que decidir como se fosse Romão, ao optar pela construção de novos cômodos, pelos custos de aluguel e salários ou pela venda dos produtos. Ao mesmo tempo em que a trama do jogo envolve de forma lúdica, o texto original aparece no decorrer das fases, como um convite a ler a obra na íntegra.

Fonte: Portal Aprendiz