Mostrando postagens com marcador Romance. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Romance. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 15 de abril de 2014

As Meninas - Lygia Fagundes Telles

'As Meninas' de Lygia Fagundes Telles


  Fiquei afastada um tempo do blog e voltei como prometi com uma resenha fresca de um livro recém lido. Eu pretendia inicialmente escrever sobre os livros que li desde a infância, pelo menos os mais marcantes,mas este foi um que acabei de ler. Este é um livro que costumo indicar para os alunos a partir dos 15 anos. É uma história que talvez agrade mais aos adolescentes e claro as meninas. Aquelas que estão sempre cheias de sonhos, filosofias e questões sobre a vida. Acredito que seja uma grande maioria. E seria muito bom aguçar a curiosidade daqueles(as) que ainda não tomaram gosto pela leitura. Tente, você só terá a ganhar!


  As meninas, uma história que se passa nos anos 70, no Brasil. Conta o cotidiano de três amigas. Lia, Lorena e Ana Clara, três personalidades diferentes . O que as une é o momento,  a idade e tudo começa na faculdade. Moram num pensionato de freiras. No país, o momento histórico é a ditadura. As meninas são amigas inseparáveis  apesar de terem vidas muito diferentes, uma cuida da outra como uma família.  
  A narrativa usa de vocabulário simples, mas inova na maneira de revezar a fala, ou melhor o pensamento de cada personagem principal. Em cada capítulo a autora se coloca como uma delas e vai durante o livro vagarosamente se caracterizando, contando a história de cada uma, como se cada uma delas estivesse escrevendo o seu diário. Muitas vezes nos perdemos tentando descobrir de quem é a fala, o pensamento, que se mistura e interage uma com a outra. As três meninas possuem um cotidiano muito intenso não só de experiências, mas de sentimentos.
  Todas tem em comum a faculdade trancada para irem em busca de outros sonhos, de uma vida pessoal muito mais importante que qualquer estudo.
  Lia é a engajada política que luta com seus amigos contra a ditadura. Vive em manifestações e revoluções e planeja viajar para fora do Brasil participando da luta com o grupo revolucionário. Ela vem de uma família onde o pai é fugitivo de guerra alemão e casado com uma baiana. Daí vem seu gene de luta.
  Lorena é a garota que mais sonha do que vive, sai pouco do seu quarto, vive no seu mundinho, sonhando  com seu amado , um homem casado , com filhos que ela espera que vá buscá-la um dia largando a família. Ela vem de uma família rica, onde sua mãe se une a um homem aparentemente mais novo que se aproveita do seu estado financeiro. Lorena tem tudo do bom e do melhor e cuida de suas amigas acolhendo-as em seu quarto com banhos quentes e chazinhos e um bom cafuné. Tem lembranças tristes do seu passado com a morte de um irmão e possui outro no exterior. Mas no final é ela quem cuida da parte prática dos problemas delas todas.
  Finalmente, Ana é a mais complicada e sofredora de todas, mesmo sendo a mais bonita. Faz trabalhos de free-lance como modelo e também não estuda por ser viciada em drogas e bebidas. Vive as voltas com um namorado e com um homem que a ajuda financeiramente e com quem ela planeja se casar por interesse e não abandonar o amado. Foi muito molestada na infância , quando morou com sua mãe e padrastos.
  Um livro não tão simples de ler, mas no decorrer se habitua com a técnica da escrita que faz ir e voltar os acontecimentos, nos faz buscar a história de cada uma e nos faz aproximar do mundo delas todos cheios de sonhos, lutas , emoções. O livro emociona e nos faz apaixonar por elas. Nos faz querer saber e almejar que os sonhos delas se tornem realidade.
  O final não pode deixar de ser carregado de sentimentos bons e ruins. Surpreende!!!
  A autora Lygia Fagundes Telles, uma escritora paulista, advogada e formada em educação física, sempre foi engajada com a questão política e social do país, sendo contra o regime militar. Soube ao mesmo tempo descrever a realidade envolta a um aura de fantasias, sonhos do ser humano de sua época.
  Então, boa leitura!

sábado, 5 de abril de 2014

O Caçador de Pipas- Khaled Hosseini

         Tradução de Maria Helena Rouanet



             (...) “Por você, faria isso mil vezes.”

            Conflitos familiares, amor, guerra, culpa e preconceito. Listando assim, parece mais um folhetim de drama de novela, mas no romance O caçador de pipas, Khaled Hosseini narra de forma envolvente a historia de Amir e Hassan, uma relação de amizade que nos leva a refletir a respeito dos nossos medos e negações. O fato de você não ver, não significa que não aconteça.
            
 Um Best Seller que denuncia a guerra no Afeganistão oprimido e destruído pelo regime Talibã. Que também teve uma adaptação no cinema.              
   Amir e Hassan tinham um laço muito forte: mamaram do mesmo leite. Brincavam juntos na colina, descansavam na sombra da folhagem do pé de romã. Assistiam filmes e se divertiam com as historias dos sultões. Duas crianças que conviviam juntas, mas que eram separadas por preconceitos étnicos e que tiveram o destino de suas vidas mudadas por uma pipa.  
           


  Os anos se passam, os caminhos mudados, mas aparece uma chance para a redenção “há um jeito de ser bom de novo.”

   Uma leitura emocionante que nos cativa logo nas primeiras páginas. 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

O Mundo de Sofia - Jostein Gaarder


O Mundo de Sofia
Jostein Gaarder

  O livro  é um romance da história da filosofia escrito por Jostein Gaarder, e foi publicado em 1991 na Noruega. Tornou-se um clássico, e o que me chama atenção é que o autor proporciona para o leitor uma ficção e ao mesmo tempo um romance com dados históricos sobre a filosofia desde os filósofos pré-socráticos até os pós-modernos, por esse motivo também é utilizado como uma espécie de orientador básico de filosofia. Então se você está a fim de conhecer mais sobre filosofia é uma ótima dica!

  A história tem como protagonista uma garota chamada Sofia. Misteriosamente começa a receber cartas anônimas com duas perguntas: “Quem é você?” e “De onde vem o mundo?”.

  Isso é estranho? Mais estranho ainda é que Sofia começa a receber também cartões postais de um major da ONU que reside no Líbano, o “porém” é que Sofia deve entregar respectivos postais para uma garota chamada Hilde filha do remetente que ambos Sofia desconhece.

  Sim! O livro nos prende por conter histórias paralelas dentro de um contexto que irá se desenvolver e formar um perfeito encaixe em sua finalidade.

  Resumidamente: As cartas que Sofia recebe se tornarão um tipo de curso de filosofia que ao desenrolar da história conhecerá o anônimo que lhe apresenta com uma linguagem clara e transparente.  O major da ONU continua interferindo na vida de Sofia e de seu professor, fazendo com que as cartas e os cartões postais tenham uma relação.

  Os capítulos sobre filosofia também tem conteúdos de Romance para adolescentes fazendo o enredo muito mais divertido. Vale a pena ler a obra até o fim e ver o segredo ser desvendado pouco a pouco.

  Sabe aquele momento que você termina a leitura do livro e não sabe o que fazer? O Mundo de Sofia possui uma adaptação cinematográfica lançada no Brasil em 2008 oficialmente em DVD duplo, que também vale a pena ser conferida.


"Não se pode experimentar a sensação de existir sem se experimentar a certeza que se tem que morrer, pensou. E é igualmente impossível pensar que se tem que morrer sem pensar ao mesmo tempo em como a vida é fantástica." Jostein Gaarder



domingo, 28 de abril de 2013

The Voices Of A Distant Star (Hoshi no Koe)


"Muitos anos-luz separam um casal de amigos. Para continuarem próximos, eles trocam mensagens pelo universo."

  The Voices Of a Distant Star ou Hoshi No Koe, foi um anime lançado em fevereiro de 2002 no Japão, produzido por Makoto Shinkai totalmente sozinho e transmitido pelo canal Animax, só então o mangá foi publicado em 2004 em 10 capítulos escrito também por Makoto Shinkai e ilustrado por Mizu Sahara, e finalmente traduzido para o português em volume único pela Panini Comics e lançado no dia 01 de Fevereiro de 2011 nas livrarias e bancas de jornais.

  Sem sombras de dúvidas o mangá é absurdamente mais conveniente do que o anime, viajei anos-luz lendo-o. A relação entre os personagens principais é muito mais intensa, e adaptação torna a compreensão do mangá mais simples comparado a animação, só é necessário atentar-se aos quadrinhos referentes aos pensamentos do personagem e aos quadrinhos sobre a história para não viajar na maionese. Há algum tempo em um post no meu blog pessoal falei sobre o vídeo de Louie Giglio que fora um dos grandes fatores pelo meu interesse em astronomia, este mangá também foi!

  A história se passa no ano de 2046/2047, mas foi em 2039 que uma tripulação humana encontra vida extraterrestre em marte, denominaram-os de Tharsians devido a região marciana chamada Tharsis, onde foram encontrados. Nessa mesma região encontram também ruínas tecnológicas das quais utilizam para o desenvolvimento tecnológico na Terra. A partir desta nova tecnologia criam os mechas, um espécime de robô gigante conhecido como Tracers para viajarem pelo espaço e se defenderem dos Tharsians.

  Mikako e Noboru estudavam na mesma escola, e em certos momentos após as aulas tinham seus ensejos que os fez adquirirem uma forte ligação. Noburo Terao era dedicado aos estudos e tinha a intenção de entrar para colégio Jouhoku, participava do clube de Kendô e fazia seus percursos pela cidade de bicicleta. Mikako Nagamine era uma excelente aluna e ótima nos esportes, queria apenas levar uma vida normal enquanto pudesse, pois seu futuro já era predestinado.

  Tudo ocorria bem para Noburo até Mikako ser convocada e recrutada pelo o Exército Espacial das Nações Unidas para pilotar os Tracers e combater os Tharsians, tornar-se uma cosmonauta e fazer parte de um esquadrão de combate reunido com o transportador espacial chamado Lysithea. Quando Lysithea  deixa a terra e inicia sua viagem atrás dos Tharsias com destino a Agartha, o quarto planeta (fictício) do Sistema de Sirius, Noboru e Mikako passam a se comunicar através de mensagens pelo celular no espaço interestelar, mas conforme Mikako vai se distanciando, eventualmente as mensagens passam a demorar anos para chegarem a Noboru.

  Só posso dizer que o final da história é... instigante.

  Quem nunca abriu um sorriso após receber uma mensagem tão esperada no celular?



"Eu tenho saudades de várias coisas.

Das nuvens de verão e da chuva gelada.

Do aroma do vento de outono e da maciez da terra na primavera.

Da sensação de conforto ao encontrar uma loja de conveniência aberta no meio da noite.

Do ar fresco no caminho de volta para casa depois da aula.

Do cheiro do apagador do quadro negro.

Eu sempre quis compartilhar essas sensações com você."


Veja mais detalhes sobre a obra em JBox.com.br

domingo, 7 de abril de 2013

Por Isso A Gente Acabou – Daniel Handler






Com seu coração partido e uma caixa recheada de decepção, Min Green relata todo seu relacionamento intenso com o astro do basquete de sua escola, Ed Slaterton... Numa extensa carta, Min abre seu coração e narra cada detalhe de sua calorosa paixão a fim de entregar todos os objetos significativos no relacionamento do casal ao astro e lhe esclarecer razões para o rompimento.



 Narrado pela adolescente, Por isso a gente acabou, traz o sentimento da decepção, seu coração dilacerado e um senso de humor perspicaz com referências de clássicos do cinema colocadas por esta protagonista aficionada pelo cinema. 


 Uma obra cativante também por trazer ilustrações que produzem a atmosfera vibrante da narrativa, “o leitor conhecerá a divertida personalidade de Min, sua tristeza, suas angústias e incertezas, e as idas e vindas desse romance, desde o dia em que os dois tomaram a primeira cerveja juntos até o instante em que tudo foi por água abaixo”.






“E o amor, quem pode dizer para onde aponta. Como uma serpente no jardim de nossas mentes imperturbadas!” p. 248.

sábado, 9 de março de 2013

Um Dia - David Nicholls

                            Um dia
                      David Nicholls
                  Editora Intrínseca

Vinte anos. Duas vidas.




  Confesso que não é a história que você ligará com um lindo conto de fadas, mas posso dizer que foi uma das melhores que já li. Se não a melhor. Pode parecer padrão dois jovens se conhecerem, a garota ser mais recatada e o cara mais extrovertido. Acreditem, David Nicholls conseguiu extrair do padrão o que nunca se imaginou. Para mim, foi como se o conto de fadas (padrão) tivesse se tornado realidade. Como se fosse uma analogia: a história perfeita sendo reproduzida no real.

  Pode parecer algo de estudante de humanas, mas todo o conteúdo colocado nas entrelinhas, as diversas interpretações que se podem fazer, as adaptações à vida de cada um que pode ocorrer. O significado dessa história vai muito além do que ela nos conta. Ela conta a história de cada um.

  Um Dia Emma e Dexter, dois jovens que se encontram depois da formatura da faculdade e a primeira conversa que eles têm é sobre o medo de o que pode vir na próxima etapa da vida. E acabam compartilhando esses momentos pós-faculdade, mesmo distantes. As cartas os aproximam. Sempre um apoiando as decisões do outro, o que fez nascer a necessidade de se ter por perto.

Se esse livro fosse uma fábula, o ditado que se encaixaria seria ‘os opostos se atraem’.

‘Em e Dex, Dex e Em’, duas pessoas com um destino. 

  Não há como fugir disso, não importa quantas voltas a Terra dê ao redor do Sol, o tempo passa, mas toda a nossa vida já está escrita.

  Uma dica para agregar mais valor ao livro, eu indico que assistam o filme 'Um Dia' também, mas só depois de ler o livro. A leitura é emocionante, o filme é simplesmente a emoção em dobro. Por entender tudo que acontece por imagens, tudo fica mais claro e mais emocionante. 

CLIQUE AQUI para ler um trecho do livro!


Quer ganhar o livro "Um Dia de David Nicholls"?
Participe da promoção na nossa página do Facebook.

CLIQUE AQUI para saber como participar!

Boa Sorte!

domingo, 17 de fevereiro de 2013

O Príncipe da névoa - Carlos Ruiz Zafón

  O Príncipe da névoa foi o primeiro romance que Zafón publicou e que consequentemente marcou o início de seu ofício singular como escritor. Sua literatura consegue marcar e  encantar gerações por décadas.


  Esse romance surgiu em referência a obras que Zafón gostaria de ter lido nos seus 13 e 14 anos, e que continuasse a inspirá-lo com o passar do tempo. Expondo ao leitor sua simplicidade e amor ao romance, é impossível não se envolver com tanto mistério revelado a cada página. Com sua unicidade na escrita dá vida a personagens heroicos e corajosos que enfrentam todo suspense e que nos faz ler sua obra até o fim, pois é necessário desvendar logo todo o mistério !!

  A história começa em meados de junho de 1943, quando Max Carver, um garoto de 13 anos, sofre uma mudança brusca de cidade e acaba se vendo num vilarejo, no litoral do Atlântico, afastado de toda sua história, tudo por decisão de seu pai que quer se afastar da guerra. Logo ao pisar no vilarejo, Max começa a sentir que algo de misterioso acontece por ali. Com a companhia de Alicia, sua irmã mais velha, e Roland, seu mais novo amigo local, Max se envolve de forma corajosa no grande segredo carregado por Víctor Kray, o velho faroleiro do vilarejo.

"Zafón mistura generosamente amores adolescentes, pactos demoníacos, lobos do mar, palhaços assustadores e destroços mal-assombrados!" - FINANCIAL TIMES


  Como não se envolver nessa trama recheada de fetiches enigmáticos e atrativos para um suspense que mexe com nossas vísceras e nos faz ler até o fim??

  Assim é Carlos Ruiz Zafón, um escritor objetivo e ao mesmo tempo, poético que intensifica o leitor num enlace de emoções na busca de um fim inevitável, porém não definido até seu desfecho!

"Max tinha lido uma vez, num dos livros do pai, que certas imagens da infância ficam gravadas no álbum da mente como fotografias, como cenários aos quais, não importa o tempo que passe, a pessoa sempre volta e nunca esquece." Cáp 1, pág 12

Embarque no desconhecido e se envolva neste romance obscuro!!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Um Amor Para Recordar - Nicholas Sparks

                         
        Um Amor Para Recordar
                     Nicholas Sparks, 1999
                               Editora Novo Conceito

   Um dos melhores livros que já li na vida e que evoluiu drasticamente minha forma de pensar e enxergar o mundo externo. Mas antes assisti o filme e nem fazia ideia de que existia um livro. Se você assistir o filme antes de ler o livro (não recomendo) poderá achar o filme excepcional mas se analisarmos bem e compararmos a obra literária de Sparks com o filme lançado pela Warner Bros, por mais que ele também tenha criado o roteiro, o filme é indecoroso perante o livro. A única adaptação que apreciei foram as cenas que continham Astronomia, a montagem do telescópio dobsoniano e a busca pelo cometa. Uma grande diferença também entre o Livro e o Filme é o modo de como a Fé é usada, você perceberá quando terminar o livro e assistir o filme. Quando descobri a existência do livro (ganhei na verdade), o livro não durou muito, eu o devorei, quase que literalmente. Só não o li na hora do banho para não estraga-lo, também foram os banhos mais rápidos da minha vida.

"Descubra quem você é,
e faça disso um propósito."
   Imagine um cara que está nem ai pra nada, irresponsável, adora caçoar as pessoas, convive na rodinha com os amigos e só quer saber de "curtir a vida", esse é Landon Carter. Porém sua rebeldia se esvai a partir do momento em que começa a conhecer verdadeiramente Jamie Sullivan, a filha do Reverendo. Jamie é uma menina perfeita vamos assim dizer, diferente das outras garotas de sua idade, meiga e solidária e que tem um prazer enorme em ajudar as pessoas que estão sua volta. Ambos estudam no mesmo colégio, local onde se conhecem.


   Com 57 anos Landon narra sua história no início do livro, fala sobre a cidade, sobre as igrejas que nela há e sobre as peças de teatro que eram apresentadas nas igrejas. Já o filme é contraditório ao livro (trágico isso, faz meu anseio tornar-se decepção). Com apenas dezessete anos sua vida muda completamente, e o motivo dessa mudança nada mais é do que presença de Jamie em seus dias. Você mudaria por alguém? Ou você só mudaria por você mesmo? Através das atitudes de Jamie e de seus princípios, Landon é forçado a pensar e torna-se capaz de enxergar a si mesmo e também o que antes não via. Aos poucos sua vida transforma-se na vida em que ele sempre desejou mas que nunca soube como alcançar. Um livro cativante que te fará chorar no fim, e se você gosta de teatro, recomendo mais ainda se aventurar nessa história.

Um pequeno livro, um grande romance!

"O amor é paciente e benigno, não arde em ciúmes; o amor não se ufana, não se ensoberbece; O amor não é rude nem egoísta, não se exaspera e não se ressente do mal. O amor não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade. Está sempre pronto para perdoar, crer, esperar e suportar o que vier."

Leia o primeiro capítulo -> Clique aqui

Quer ganhar o livro "Um Amor Para Recordar"?
Participe da promoção na nossa página do Facebook.
1. Curta a página Leituras Cativantes
2. Compartilhe a imagem relacionada a promoção. Clique aqui e compartilhe.
3. Clique aqui e depois clique em Participar.

Boa Sorte!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A Culpa é das Estrelas - John Green


Alguns infinitos são maiores que outros. 
"Você vai rir, chorar e ainda querer mais."


   Logo no primeiro capítulo, cultivei uma paixão platônica por Hazel, uma guria de sensibilidade própria, personalidade ímpar, leitora voraz e inteligente mas extremamente modesta, sem grandes esperanças, que através do autor John Green, narra sua historia de forma sincera, sombria e engraçada. Depois de seu diagnóstico de câncer nos pulmões, graças a algumas drogas, tem a expectativa de viver alguns poucos anos mais. Tem como única fiel companhia seu tubo de oxigênio portátil, até conhecer Augustus numa das sessões do grupo de apoio a pessoas com câncer, um cara charmoso em sua essência. Eles começam por trocar leituras comprovando que pessoas que leem os mesmos livros que você, tem roteiro para sua alma, por mais enigmático que seja, e começam a ter pontos em comum, curiosidades e ambições.

   A partir daí, inicia-se uma historia de contrapontos, de como as pessoas vêem a dor como um bicho de sete cabeças, de como elas tem medo da dor, e por causa disso se limitam a tudo e acabam complicando algo que poderia ser simples. É um livro um tanto triste sim, pela temática que, querendo ou não, gera um certo aperto no coração, mas uma história bonita, cheia de ironias, que não dá ao leitor a ilusão de um incrível milagre ao fim, ou de que o amor vai fazer tudo virar um mar de rosas, mas a sensação de que "agora é a hora!".

   Sinceramente, a partir da sinopse, imaginei: "bla bla bla câncer, bla bla bla melação", afinal, as pessoas adoram chorar com tragédias dramáticas que as fazem pensar em como a vida é boa por não precisar enfrentá-las. Enfim, deixei meu preconceito de lado e comecei a leitura, e, usando as palavras de Martha    Medeiros, descobri nele um livro pra se interromper em algum trecho especialmente tocante, encostá-lo contra o peito, fechado, pensar no que foi lido, abrir e continuar a viagem. É um tanto impossível explicar ou justificar o misto de emoções em montanha russa que se sente ao lê-lo.

   Me cativou provavelmente pela forma gentil e leve de escrita, ao mesmo tempo tão verdadeira e sarcástica que chega a ser cruel. Alerta sobre começarmos a ver o que há de melhor nas pessoas, em vez de nos preocupar mais com suas limitações criando um "falso ajudar".

"Meus pensamentos são como estrelas que não consigo arrumar em constelações"

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Tristão e Isolda - Hanna Closs

Ótima pedida pra quem gosta de romances turbulentos e amoras (sim, amoras!), Tristão e Isolda é uma lenda medieval celta, de origem desconhecida e passada de geração em geração a partir de meados do século XII.

Eu o conheci a alguns anos, no colégio, por um trecho num livro de português. Guardei em minhas memórias e a mais ou menos um mês me veio à tona e tive que lê-lo. Não me arrependi.

Sua carne é feita da terra de onde os soldados pisaram, lutaram e morreram. Órfão, Tristão cresce sob os cuidados de seu tio e torna-se um cavaleiro da távola redonda, um dos fiéis do Rei Arthur. Fere-se gravemente após vencer o gigante Marholt e sua única saída para sobreviver, é a rainha da Irlanda, grande e antiga inimiga de sua família, que carrega consigo poderes curativos. Ele se disfarça de músico, e na tentativa de se aproximar da rainha, torna-se professor de música de Isolda, a Loura. Começa então, uma série de eventos como fugas, lutas em meio a presente guerra, com direito a aventura, magia e mitologia, demasiado instigante!  Afirmo de antemão: reza a lenda sobre a origem das amoreiras e o motivo do sabor do caldo arroxeado das amoras, vistas ao longo da trama.

Bastaram-me três páginas, e eu já havia esquecido o mundo a minha volta. Me chamou atenção o fato herói, o mocinho, ser também culpado por sua trajetória árdua, me fazendo refletir o quanto somos vilões de nós mesmos.

Talvez pareça insano, mas enquanto eu lia, me via dentro de um grande jogo de RPG, com cavaleiros de armadura, armas, cavalos e monstros a combater, além de não ter como não imaginar a trajetória de Tristão com uma trilha sonora impecavelmente heroica.


Por ser tão envolvente, o guerreiro sonhador tem inspirado artistas de várias épocas, tendo várias versões para todos os tipos e faixas de idade do leitor, inclusive as versões  das autoras brasileiras Helena Gomes, e,  Loreana Valentini com o título “Tristão, cavaleiro de Arthur”. Já foi para as telas em alguns filmes, tendo o mais recente em 2006. É contemplado com frequência nos teatros, além de existirem rumores sobre “Romeu e Julieta” e “Lancelote” terem sido originados a partir do conceito de Tristão e Isolda.

sábado, 20 de outubro de 2012

Querido John - Nicholas Sparks


"Eu poderia falar de muitos livros, mas esse, em especial, eu acredito que tem a mensagem mais profunda e geral que um livro poderia passar. Quando começamos a ler, esperamos uma mera história de amor com final feliz. Nem imaginamos a carga de realidade que ele pode nos oferecer."

 

   O livro ‘Querido John’ conta a história de um rapaz, jovem, que não sabia muito que rumo teria sua vida. Ele servia ao exército dos EUA e vivia para isso. Em algumas de suas folgas,  visitava seu pai e em outras simplesmente ficava no campo de batalha. Em uma dessas visitas, conheceu a garota que o fez começar a mudar um pouco seus ideais. Em um primeiro momento ele não se deu conta da reviravolta que essa garota causaria em sua vida, mas a partir de um segundo encontro ele percebeu que sua vida já não seria a mesma.
   Apesar de não poder deixar o exército por ter que cumprir o tempo que se alistou, em suas folgas passou a sempre ir para casa de seu pai ou para a cidade da garota. Conheceu os pais dela, vivia seu cotidiano e experiências que marcaram a vida de ambos. No tempo que estava longe, trocavam cartas e ele começou a escrever mais ao seu pai. Mas com o tempo, as cartas de amor entre eles contando como estavam as coisas começaram a ficar mais escassas.
   Assim que seus anos no exército acabaram, ele teria a escolha: voltar para casa e viver com seu grande amor ou se alistar por mais alguns anos no exército. Essa escolha foi influenciada por uma carta, escrita pela garota. As palavras utilizadas foram fortes, o suficiente para mudar mais uma vez o rumo da vida do rapaz. 

   Esse livro foi capaz de mudar minha vida. Assim que o acabei de ler, sentia uma angustia, mas não sabia explicar o motivo. Eu fiquei pensando nessa história algum tempo depois de terminá-la, tentando encontrar razões para tamanho sentimentalismo que me envolveu.  Hoje já descobri o que me aconteceu e sei que essa leitura me ajudou a me entender um pouco mais.
   Por isso, sem dúvidas, eu recomendo o livro ‘Querido John’ a quem deseja um livro que ajude a se descobrir, a entender um pouco mais que a vida pode ser leve, apesar dos desafios. Tudo o que nos acontece nos faz crescer, nos amadurece e nos permite aceitar escolhas para sermos e fazermos quem amamos felizes.


Sinopse e comentários por Giovana Gimenez

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry

   O Pequeno Príncipe
          Antoine de Saint-Exupéry, 1943
                                       Editora Agir

   De antigo só tem a data de lançamento, pois ainda hoje é apreciado por diversos leitores de todas as idades inclusive eu. Um livro para crianças? Sim, mas para as crianças que já cresceram também.  A leitura desse livro é genuinamente cativante e quando digo que é genuinamente, é Cativante.

   Lendo-o me fascinei quando deparei com a definição de Exupéry da palavra "cativar". Realmente, nem toda palavra é aquilo que encontramos no dicionário.

- Que quer dizer Cativar?
- É algo quase sempre esquecido. Significa criar laços.
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim o único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...

   O Pequeno Príncipe é uma obra literária do escritor francês Saint-Exupery, obra da qual possui um grande teor poético e filosófico, suas palavras possuem conotações mais profundas, que não poderão ser notadas em uma simples leitura. Esta obra pode ser considerada como Fábula ou Parábola e é a terceira mais traduzida no mundo, publicada em mais de 150 línguas.

   Perdido e sem recursos no deserto do Saara após a queda de seu avião causada por uma pane, o piloto/narrador acorda no dia seguinte por um garotinho de cabelos dourados pedindo que lhe desenhe um carneiro, porém o narrador desenha a única coisa que aprendera na infância, um elefante engolido por uma jiboia, desenho que usava regularmente para testar a faculdade intelectual das pessoas, que insistiam em que seu desenho se tratava de um chapéu. Insatisfeito o principezinho insiste para que desenhe um carneiro e não um elefante engolido por uma jiboia, e sem obter respostas do pequeno príncipe o piloto faz seus desenhos até que o pequenino contente-se. E deste modo o narrador permuta conhecimentos com o pequeno príncipe, descobre que na verdade ele veio de um asteroide chamado B-612, visto pelo telescópio uma única vez, em 1909, por um astrônomo turco. E no decorrer dessa fabulosa aventura o pequeno príncipe e o piloto se interagem de uma forma comovente, cativando cada leitor.

Nunca é tarde para suscitar a criança dentro de nós! :)
Jogo da Memória - O Pequeno Príncipe