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quinta-feira, 6 de março de 2014

Édipo Rei - Sófocles

                                                                                Édipo Rei
                                                                                Sófocles, 427 a.C
                                                                                L&PM Editores

   Édipo Rei é uma peça de teatro grega, particularmente uma tragédia, escrita por Sófocles por volta de 427 a.C. que em prosa nos conta a história de Édipo que é determinada por uma profecia um tanto encabulada.

   Quando bebê, Édipo é deixado por um servo de seu pai no Monte Citerão com os pé amarrados para ali desfalecer e morrer, pois seus pais temiam o cumprimento da terrível profecia que fora lançada sobre eles. Profecia de que teriam um filho, e quando esse chegasse a idade adulta iria matar o próprio pai e desposar a mãe. Por piedade um pastor não deixa que Édipo morra, e leva-o para sua cidade, Corinto, onde é adotado pelo rei. Anos seguintes quando Édipo já é um homem, após consultar o oráculo de Delfos e tomar ciência da profecia, abandona Corinto afim de evitar tamanho desastre, e no decorrer de seu longo percurso chega a cidade de Tebas onde surpresas agradáveis e desagradáveis o aguardam.

   Édipo do grego, significa "pés inchados", é uma das poucas obras de Sófocles que sobreviveram ao longo dos séculos e que fora reconhecida e citada por grandes pensadores. Freud (1856 - 1939) utilizou o mito de Édipo e elevou a um dos pilares da psicanálise clássica, definindo o "Complexo de Édipo" onde a criança atinge o período sexual fálico na segunda infância e dá-se então conta da diferença de sexos, tendendo a fixar a sua atenção libidinosa nas pessoas do sexo oposto no ambiente familiar. Aristóteles (384 a.C. - 322 a.C.), em sua obra "Poética", considerou Édipo Rei o mais perfeito exemplo de tragédia grega. Michel Foucault (1926 - 1984) fez uma análise das práticas judiciárias da Grécia antiga através da história de Édipo Rei em sua obra "A verdade e as formas jurídicas". Na Itália em 1967, o filme Édipo Rei é estreado, dirigido por Pier Paolo Pasolini, e protagonizado por Franco Citti. O filme foi baseado na obra de Sófocles, porém o nome do autor não é mencionado no filme. Apesar de antigo, vale a pena conferir, mas a leitura é indispensável.




E-book: Rei Édipo - Sófocles (496 a.C. - 406 a.C.)
Tradução: J. B. de Mello e Souza
Editora: ©eBooksBrasil

Versão para e-book por eBooksBrasil.org

LEIA ou faça o DOWNLOAD do E-book aqui!

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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

O Mundo de Sofia - Jostein Gaarder


O Mundo de Sofia
Jostein Gaarder

  O livro  é um romance da história da filosofia escrito por Jostein Gaarder, e foi publicado em 1991 na Noruega. Tornou-se um clássico, e o que me chama atenção é que o autor proporciona para o leitor uma ficção e ao mesmo tempo um romance com dados históricos sobre a filosofia desde os filósofos pré-socráticos até os pós-modernos, por esse motivo também é utilizado como uma espécie de orientador básico de filosofia. Então se você está a fim de conhecer mais sobre filosofia é uma ótima dica!

  A história tem como protagonista uma garota chamada Sofia. Misteriosamente começa a receber cartas anônimas com duas perguntas: “Quem é você?” e “De onde vem o mundo?”.

  Isso é estranho? Mais estranho ainda é que Sofia começa a receber também cartões postais de um major da ONU que reside no Líbano, o “porém” é que Sofia deve entregar respectivos postais para uma garota chamada Hilde filha do remetente que ambos Sofia desconhece.

  Sim! O livro nos prende por conter histórias paralelas dentro de um contexto que irá se desenvolver e formar um perfeito encaixe em sua finalidade.

  Resumidamente: As cartas que Sofia recebe se tornarão um tipo de curso de filosofia que ao desenrolar da história conhecerá o anônimo que lhe apresenta com uma linguagem clara e transparente.  O major da ONU continua interferindo na vida de Sofia e de seu professor, fazendo com que as cartas e os cartões postais tenham uma relação.

  Os capítulos sobre filosofia também tem conteúdos de Romance para adolescentes fazendo o enredo muito mais divertido. Vale a pena ler a obra até o fim e ver o segredo ser desvendado pouco a pouco.

  Sabe aquele momento que você termina a leitura do livro e não sabe o que fazer? O Mundo de Sofia possui uma adaptação cinematográfica lançada no Brasil em 2008 oficialmente em DVD duplo, que também vale a pena ser conferida.


"Não se pode experimentar a sensação de existir sem se experimentar a certeza que se tem que morrer, pensou. E é igualmente impossível pensar que se tem que morrer sem pensar ao mesmo tempo em como a vida é fantástica." Jostein Gaarder



quinta-feira, 11 de julho de 2013

O Hobbit - J.R.R. Tolkien

O Hobbit 
Editora WMF Martins Fontes


  Sabe aquela pessoa acomodada com a vida? Acha que tudo está certo, tudo está em ordem e não há necessidade de mudanças? Muito bem, esse era Bilbo Bolseiro, personagem principal dessa esplêndida história precursora de O Senhor dos Anéis. É inacreditável acreditar que um jantar é capaz de mudar o destino de alguém.

  Deixe-me salientar que o dragão na capa não é "O Hobbit". Esse é Smaug, o Dragão. Seu nome já diz tudo, repare bem entre a letra 's' e 'g'. Hobbit é uma das fantásticas criações de Tolkien, que lembra muito um anão, mas não é um anão. Os Hobbits são bem baixinhos (ainda mais que os anões) e preferem a calmaria de suas vidas rotineiras a magnificência de uma aventura. Bilbo Bolseiro é um Hobbit, Pé-Peludo, que adora fazer anéis de fumaça com o cachimbo, e usufruir de todo o conforto de seu lar, até que certo dia  é surpreendido por Gandalf, um dos Magos da Terra Média. Eles argumentam pela manhã sobre o Bom, Bom Dia, Dia Bom, e dado momento Gandalf faz um convite que mudará para sempre a história do pequeno Hobbit.

  Para enlevar o intelecto, recomendo a leitura dessa grande obra, é agradável se aventurar pelas Terras Ermas, de solidão não há nada. Conhecerá um grupo de 13 anões que lutam por um ideal, e que talvez possam livrar-te da inércia. Em seguida é interessante conferir a adaptação para filme que na minha modesta opinião, com alguns desgostos, ficou muito bom. Desagradável mesmo foi saber que o filme foi divido em três partes, e que terei de esperar ansiosamente para assistir as outras.

  Clássico da literatura infantil, o Hobbit foi publicado no dia 21 de setembro de 1937, recebeu o prêmio de melhor ficção juvenil. A princípio a obra fora feita para seus filhos, mas foi tamanho o sucesso que a editora solicitou uma continuação da história. Depois da história transformar-se em jogos de tabuleiro e jogos eletrônicos, chegou aos cinemas em 2012 dirigida por Peter Jackson, uma série de três filmes baseados no livro, intituladas de "O Hobbit: Uma Jornada Inesperada", lançado em dezembro de 2012, "O Hobbit: A Desolação de Smaug", previsto para dezembro de 2013, e "O Hobbit: Lá e de Volta Outra Vez", previsto para julho de 2014.


Para mais informações sobre o filme acesse o site: www.thehobbit.com

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sábado, 9 de março de 2013

Um Dia - David Nicholls

                            Um dia
                      David Nicholls
                  Editora Intrínseca

Vinte anos. Duas vidas.




  Confesso que não é a história que você ligará com um lindo conto de fadas, mas posso dizer que foi uma das melhores que já li. Se não a melhor. Pode parecer padrão dois jovens se conhecerem, a garota ser mais recatada e o cara mais extrovertido. Acreditem, David Nicholls conseguiu extrair do padrão o que nunca se imaginou. Para mim, foi como se o conto de fadas (padrão) tivesse se tornado realidade. Como se fosse uma analogia: a história perfeita sendo reproduzida no real.

  Pode parecer algo de estudante de humanas, mas todo o conteúdo colocado nas entrelinhas, as diversas interpretações que se podem fazer, as adaptações à vida de cada um que pode ocorrer. O significado dessa história vai muito além do que ela nos conta. Ela conta a história de cada um.

  Um Dia Emma e Dexter, dois jovens que se encontram depois da formatura da faculdade e a primeira conversa que eles têm é sobre o medo de o que pode vir na próxima etapa da vida. E acabam compartilhando esses momentos pós-faculdade, mesmo distantes. As cartas os aproximam. Sempre um apoiando as decisões do outro, o que fez nascer a necessidade de se ter por perto.

Se esse livro fosse uma fábula, o ditado que se encaixaria seria ‘os opostos se atraem’.

‘Em e Dex, Dex e Em’, duas pessoas com um destino. 

  Não há como fugir disso, não importa quantas voltas a Terra dê ao redor do Sol, o tempo passa, mas toda a nossa vida já está escrita.

  Uma dica para agregar mais valor ao livro, eu indico que assistam o filme 'Um Dia' também, mas só depois de ler o livro. A leitura é emocionante, o filme é simplesmente a emoção em dobro. Por entender tudo que acontece por imagens, tudo fica mais claro e mais emocionante. 

CLIQUE AQUI para ler um trecho do livro!


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Boa Sorte!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Um Amor Para Recordar - Nicholas Sparks

                         
        Um Amor Para Recordar
                     Nicholas Sparks, 1999
                               Editora Novo Conceito

   Um dos melhores livros que já li na vida e que evoluiu drasticamente minha forma de pensar e enxergar o mundo externo. Mas antes assisti o filme e nem fazia ideia de que existia um livro. Se você assistir o filme antes de ler o livro (não recomendo) poderá achar o filme excepcional mas se analisarmos bem e compararmos a obra literária de Sparks com o filme lançado pela Warner Bros, por mais que ele também tenha criado o roteiro, o filme é indecoroso perante o livro. A única adaptação que apreciei foram as cenas que continham Astronomia, a montagem do telescópio dobsoniano e a busca pelo cometa. Uma grande diferença também entre o Livro e o Filme é o modo de como a Fé é usada, você perceberá quando terminar o livro e assistir o filme. Quando descobri a existência do livro (ganhei na verdade), o livro não durou muito, eu o devorei, quase que literalmente. Só não o li na hora do banho para não estraga-lo, também foram os banhos mais rápidos da minha vida.

"Descubra quem você é,
e faça disso um propósito."
   Imagine um cara que está nem ai pra nada, irresponsável, adora caçoar as pessoas, convive na rodinha com os amigos e só quer saber de "curtir a vida", esse é Landon Carter. Porém sua rebeldia se esvai a partir do momento em que começa a conhecer verdadeiramente Jamie Sullivan, a filha do Reverendo. Jamie é uma menina perfeita vamos assim dizer, diferente das outras garotas de sua idade, meiga e solidária e que tem um prazer enorme em ajudar as pessoas que estão sua volta. Ambos estudam no mesmo colégio, local onde se conhecem.


   Com 57 anos Landon narra sua história no início do livro, fala sobre a cidade, sobre as igrejas que nela há e sobre as peças de teatro que eram apresentadas nas igrejas. Já o filme é contraditório ao livro (trágico isso, faz meu anseio tornar-se decepção). Com apenas dezessete anos sua vida muda completamente, e o motivo dessa mudança nada mais é do que presença de Jamie em seus dias. Você mudaria por alguém? Ou você só mudaria por você mesmo? Através das atitudes de Jamie e de seus princípios, Landon é forçado a pensar e torna-se capaz de enxergar a si mesmo e também o que antes não via. Aos poucos sua vida transforma-se na vida em que ele sempre desejou mas que nunca soube como alcançar. Um livro cativante que te fará chorar no fim, e se você gosta de teatro, recomendo mais ainda se aventurar nessa história.

Um pequeno livro, um grande romance!

"O amor é paciente e benigno, não arde em ciúmes; o amor não se ufana, não se ensoberbece; O amor não é rude nem egoísta, não se exaspera e não se ressente do mal. O amor não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade. Está sempre pronto para perdoar, crer, esperar e suportar o que vier."

Leia o primeiro capítulo -> Clique aqui

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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

A Invenção de Hugo Cabret - Brian Selznick

Brian Selznick


"Quero que você se imagine sentado no escuro, como no início de um filme. Na tela, o sol logo vai nascer e você será levado em zoom até uma estação de trem no meio da cidade. Atravessará correndo as portas de um saguão lotado. Vai avistar um menino no meio da multidão e ele começará a se mover pela estação. Siga-o, porque este é Hugo Cabret. Esta cheio de segredos na cabeça, esperando que a sua história comece."


Depois da morte dos pais num incêndio, Hugo Cabret passa a ficar sob os cuidados de seu tio bêbado, que um dia sai, e nunca mais volta. Órfão, Hugo cuida dos relógios da central de trem em Paris e vive secretamente entre passagens escondidas da estação por medo do orfanato. Tinha consigo uma única companhia: seu caderno. Onde guardava o fato de ser louco por arte e engrenagens, como seu pai, que antes de morrer projetou um autômato, como uma caixa de música, ou brinquedo de corda, só que um tanto mais complexo. Empenhado e sem dinheiro, Hugo começa a furtar uma loja de brinquedos, onde é pego pelo dono que toma seu caderno. Para recuperá-lo, o menino conta com a ajuda de Isabelle, a intrometida afilhada do velho rabugento e na busca, acabam por descobrir enigmas e segredos inimagináveis, viajam por quadrinhos e cinema vivendo a aventura de suas vidas. 

É o tipo de história sobre sonhos que nos faz viajar, nos prende da pequena introdução ao último ponto final, passando por páginas de narração simples mas precisa, de personagens bem descritos com características únicas e ilustrações como se fossem as de Hugo Cabret, ajudando a imaginar seu vasto universo. Ele tem um olhar diferente do mundo e dos fatos, algo mágico. Talvez um olhar que todos tenhamos tido algum dia, mas que se perdeu no tempo com a sobreposição de nossos problemas e nossa correria em nos limitar cada vez mais quanto aos nossos sonhos. Limite esse, que ao fim do livro, descobrimos que não é difícil destruir em nosso cotidiano, já que curiosamente, a história de um dos personagens principais é real: a de George Méliès, um dos percursores do cinema. 

É um dos livros que me faz lembrar porque eu gosto de ler. Como qualquer imaginador e aventureiro que se preze, nossos protagonistas tem boas referências e ótimas lembranças com bons livros que os ajudam a escrever a própria historia. 



Não chega aos pés da sensação primorosa de imaginar tal narração, mas uma ótima opção, é a versão em filme; que apesar demorar um pouco pra "engatar", é fantástica. Visa bastante os detalhes nos cenários e valoriza muito pequenas coisas que dão uma grande diferença, como olhares entre os personagens.

Pra não me alongar mais, deixo a frase de George Mèliés: "Venham e sonhem comigo".

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Percy Jackson e os Olimpianos - O Ladrão de Raios - Rick Riordan


PercyJackson e o Ladrão de Raios
                                    Rick Riordan, 2010

  Hoje vou lhes indicar um livro excepcional, “Percy Jackson e o Ladrão de raios”, um livro que narra em primeira pessoa a história de um garoto que estudava na Academia Yancy onde conheceu seu melhor amigo, Grover. Certo dia em uma excursão da academia, Percy descobre que é um meio-sangue (filho de um deus com um humano), e a partir dai começa sua aventura.  Ao decorrer da historia acontecem vários fatos, se não todos, que te envolvem completamente e te deixam pensativo o dia todo, ansioso pelo próximo capítulo.

  Como este foi meu segundo livro (que li por vontade própria) achei que seria mais um livro comum e tedioso, mas quando chegou em uma parte em que Percy luta contra sua professora, Sra. Dodds, com uma espada de bronze que antes era uma caneta percebi que já estava em outro mundo, lutando juntamente com ele.

  Após Percy chegar ao Acampamento Meio Sangue lhe é concedido uma missão: encontrar o Ladrão do raio mestre de Zeus. O interessante deste livro é que as coisas acontecem no momento certo, não tem muito suspense e nem se desenvolve muito rápido, o que o torna encantador!

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sábado, 3 de novembro de 2012

Eragon - Christopher Paolini

     Eragon - A Herança
                 Christopher Paolini, 2003
                                        Editora Rocco

   Um dos primeiros livros de ficção/fantasia que li, até então não viajava em mundos estranhos de outras mentes. Aos poucos tomei gosto, e hoje é improvável passar um mês sem ler no mínimo um ou dois livros, independentes de gêneros.
   Em minha opinião Eragon, o primeiro livro do ciclo "Herança" é o melhor dos quatros, pois os fatos acontecem sem muita enrolação e não possui tantos detalhes desnecessários quantos os demais.

   O livro começa contando sobre uma elfa que fora encurralada e capturada por um Espectro e alguns Urgals, fato que o leitor só entenderá no decorrer da leitura, o que acaba aguçando a curiosidade e aumentando a expectativa do leitor.
   Tudo começa quando Eragon, um garoto de 15 anos se depara com uma pedra azul enquanto caçava em uma floresta conhecida por 'Espinha'. Não sabendo que a pedra se tratava de um ovo, acredita poder ajudar a família trocando a pedra por comida, o que não acontece. E quando menos se espera o ovo eclode no quarto de Eragon interrompendo seu descanso e de dentro do ovo surge um filhote de dragão azul, que Eragon nomeia de Saphira, um dragão do sexo feminino, e com um simples toque se tornam um, Cavaleiro e Dragão.
   Mal sabiam eles o destino que os aguardavam...

"O vento uiva pela noite trazendo consigo um aroma capaz de mudar o mundo"

sábado, 20 de outubro de 2012

Querido John - Nicholas Sparks


"Eu poderia falar de muitos livros, mas esse, em especial, eu acredito que tem a mensagem mais profunda e geral que um livro poderia passar. Quando começamos a ler, esperamos uma mera história de amor com final feliz. Nem imaginamos a carga de realidade que ele pode nos oferecer."

 

   O livro ‘Querido John’ conta a história de um rapaz, jovem, que não sabia muito que rumo teria sua vida. Ele servia ao exército dos EUA e vivia para isso. Em algumas de suas folgas,  visitava seu pai e em outras simplesmente ficava no campo de batalha. Em uma dessas visitas, conheceu a garota que o fez começar a mudar um pouco seus ideais. Em um primeiro momento ele não se deu conta da reviravolta que essa garota causaria em sua vida, mas a partir de um segundo encontro ele percebeu que sua vida já não seria a mesma.
   Apesar de não poder deixar o exército por ter que cumprir o tempo que se alistou, em suas folgas passou a sempre ir para casa de seu pai ou para a cidade da garota. Conheceu os pais dela, vivia seu cotidiano e experiências que marcaram a vida de ambos. No tempo que estava longe, trocavam cartas e ele começou a escrever mais ao seu pai. Mas com o tempo, as cartas de amor entre eles contando como estavam as coisas começaram a ficar mais escassas.
   Assim que seus anos no exército acabaram, ele teria a escolha: voltar para casa e viver com seu grande amor ou se alistar por mais alguns anos no exército. Essa escolha foi influenciada por uma carta, escrita pela garota. As palavras utilizadas foram fortes, o suficiente para mudar mais uma vez o rumo da vida do rapaz. 

   Esse livro foi capaz de mudar minha vida. Assim que o acabei de ler, sentia uma angustia, mas não sabia explicar o motivo. Eu fiquei pensando nessa história algum tempo depois de terminá-la, tentando encontrar razões para tamanho sentimentalismo que me envolveu.  Hoje já descobri o que me aconteceu e sei que essa leitura me ajudou a me entender um pouco mais.
   Por isso, sem dúvidas, eu recomendo o livro ‘Querido John’ a quem deseja um livro que ajude a se descobrir, a entender um pouco mais que a vida pode ser leve, apesar dos desafios. Tudo o que nos acontece nos faz crescer, nos amadurece e nos permite aceitar escolhas para sermos e fazermos quem amamos felizes.


Sinopse e comentários por Giovana Gimenez

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry

   O Pequeno Príncipe
          Antoine de Saint-Exupéry, 1943
                                       Editora Agir

   De antigo só tem a data de lançamento, pois ainda hoje é apreciado por diversos leitores de todas as idades inclusive eu. Um livro para crianças? Sim, mas para as crianças que já cresceram também.  A leitura desse livro é genuinamente cativante e quando digo que é genuinamente, é Cativante.

   Lendo-o me fascinei quando deparei com a definição de Exupéry da palavra "cativar". Realmente, nem toda palavra é aquilo que encontramos no dicionário.

- Que quer dizer Cativar?
- É algo quase sempre esquecido. Significa criar laços.
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim o único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...

   O Pequeno Príncipe é uma obra literária do escritor francês Saint-Exupery, obra da qual possui um grande teor poético e filosófico, suas palavras possuem conotações mais profundas, que não poderão ser notadas em uma simples leitura. Esta obra pode ser considerada como Fábula ou Parábola e é a terceira mais traduzida no mundo, publicada em mais de 150 línguas.

   Perdido e sem recursos no deserto do Saara após a queda de seu avião causada por uma pane, o piloto/narrador acorda no dia seguinte por um garotinho de cabelos dourados pedindo que lhe desenhe um carneiro, porém o narrador desenha a única coisa que aprendera na infância, um elefante engolido por uma jiboia, desenho que usava regularmente para testar a faculdade intelectual das pessoas, que insistiam em que seu desenho se tratava de um chapéu. Insatisfeito o principezinho insiste para que desenhe um carneiro e não um elefante engolido por uma jiboia, e sem obter respostas do pequeno príncipe o piloto faz seus desenhos até que o pequenino contente-se. E deste modo o narrador permuta conhecimentos com o pequeno príncipe, descobre que na verdade ele veio de um asteroide chamado B-612, visto pelo telescópio uma única vez, em 1909, por um astrônomo turco. E no decorrer dessa fabulosa aventura o pequeno príncipe e o piloto se interagem de uma forma comovente, cativando cada leitor.

Nunca é tarde para suscitar a criança dentro de nós! :)
Jogo da Memória - O Pequeno Príncipe

domingo, 9 de setembro de 2012

Marley e Eu: A Vida e o Amor ao Lado do Pior Cão do Mundo - John Grogan

            Marley e Eu

  John Grogan, 2005

             Editora Ediouro


   Marley e Eu, um dos primeiros livros que li logo após criar meu plano anual de leitura em 2009, um livro cativante para quem gosta de cachorros escrito pelo jornalista norte-americano John Grogan que conta a história divertida e comovente ao lado de seu melhor amigo através de sua autobiografia.


   O livro começa contando sobre os dias de paixão de John e Jenny, suas respectivas vidas e seu lar, até o dia em que resolvem ter um bebê, e Jenny para desenvolver seu dotes maternais juntamente com John decide ter um cachorro. Escolhem Marley por aparentar sua mãe, Lily, doce e meiga, e se encantam, isso até tomarem ciência de quem seria o pai de Marley.


   Sem perceberem o tempo passa, e Marley cresce e toca o terror em sua vizinhança, e até expulso das aulas de adestramento Marley é por ridicularizar sua treinadora. Mas apesar de todas suas travessuras, Marley era um bom cão, leal e compreensivo quando se tratava de assuntos de família, cão que conquistou o coração de milhares de pessoas. 


"Para um cão, você não precisa de carrões, de grandes casas ou roupas de marca. Símbolos de status não significavam nada para ele. Um graveto já está ótimo. Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre,  inteligente ou idiota, esperto ou burro. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Dê seu coração a ele, e ele lhe dará o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa ou não. De quantas pessoas você pode falar isso? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário?"


Leia um trecho do livro.